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A luz da realidade em Cristo que elimina todas as sombras

Sermões expositivos em Colossenses  •  Sermon  •  Submitted
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Notes & Transcripts
Colossenses 2.11–17 RA
Nele, também fostes circuncidados, não por intermédio de mãos, mas no despojamento do corpo da carne, que é a circuncisão de Cristo, tendo sido sepultados, juntamente com ele, no batismo, no qual igualmente fostes ressuscitados mediante a fé no poder de Deus que o ressuscitou dentre os mortos. E a vós outros, que estáveis mortos pelas vossas transgressões e pela incircuncisão da vossa carne, vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos delitos; tendo cancelado o escrito de dívida, que era contra nós e que constava de ordenanças, o qual nos era prejudicial, removeu-o inteiramente, encravando-o na cruz; e, despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz. Ninguém, pois, vos julgue por causa de comida e bebida, ou dia de festa, ou lua nova, ou sábados, porque tudo isso tem sido sombra das coisas que haviam de vir; porém o corpo é de Cristo.
“(11) Nele também fostes circuncidados com a circuncisão que não é feita por mãos humanas, o despojar da carne pecaminosa, isto é, a circuncisão de Cristo, (12) sepultados com ele no batismo, com quem também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. (13) E a vós, quando ainda estáveis mortos nos vossos pecados e na incircuncisão da vossa carne, Deus vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos pecados (14) e apagando a escrita de dívida, que nos era contrária e constava contra nós em seus mandamentos, removeu-a do nosso meio, cravando-a na cruz (15) e, tendo despojado os principados e poderes, os expôs em público e na mesma cruz triunfou sobre eles. (16) Assim, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, (17) os quais são sombras das coisas que haveriam de vir, mas a realidade é Cristo.”
Introdução: O problema do legalismo
Acabamos de ler um texto da carta do Apóstolo Paulo aos da Igreja de Colossos. Esta carta é uma das mais claras e concisas exposições da centralidade do Evangelho em Cristo. Nesse texto o apóstolo diz a todo o momento sobre a soberania, a supremacia, o senhorio de Cristo sobre todas as esferas. Sobre nós, sobre governos, principados, poderes e sobre o pecado. Se pudéssemos resumir a mensagem de Colossenses em poucas palavras podemos dizer assim: Somente Cristo é Senhor!.
A Cidade de Colossos é não é uma cidade muito importante, dentre as cidades que os apóstolos visitaram e plantaram igrejas. É muito provável que Paulo nunca visitou essa igreja, e o trabalho ali foi realizado por um servo chamado Epafras, que era de Colossos e que ouviu a mensagem do Evangelho em Roma a partir de Paulo e voltou para plantar uma igreja ali. Colossos fica na região que chamamos de Vale do Rio Lico, formada por ela e mais duas cidades importantes: Hierápolis e Laodicéia. Essa região era uma região como um todo importante e bem cosmopolita, isto é, com muitas culturas diferentes interagindo entre si. Apesar de ser a menos importante, era uma cidade que abrigava pessoas de diferentes tradições de pensamento.
Devido a essa cultura da região que surge a heresia colossense, pois esta igreja, apesar de conhecer o Evangelho, ser até afirmada por Paulo como uma igreja perseverante, interessada, piedosa, corria o risco de usurpar a autoridade que só pertencia a Cristo. Existia uma espécie de sincretismo entre seitas filosóficas e tradições judaicas que colocavam coisas a mais, além de Cristo, dentro do Evangelho, e por isso que Paulo nos ensina que isso é uma afronta ao próprio Evangelho e precisa ser corrigido.
Até então, Paulo veio nos mostrando no primeiro capítulo sobre a tão grande excelente e suficiente obra de Cristo por nós, quando (Deus) “… nos libertou do império das trevas e nos trouxe para o reino do Filho do seu amor, no qual temos a redenção, a remissão dos pecados (…)” (1.13). No início do segundo capítulo Paulo também mostrou sobre como Cristo é superior a toda tentativa de conhecimento e sabedoria existente. Pois nele estão “escondidos todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento” (2.3) e ele é o “mistério de Deus” (2.2). Aqui Paulo lembra-nos o cuidado que devemos ter com as vãs sutilezas e filosofias vazias que buscam capturar o nosso entendimento, mas nos afastam de Cristo.
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É nesse contexto que aparece a seção que começamos a ler aqui hoje, na qual o apóstolo irá analisar mais de perto três elementos que integravam a perigosa heresia colossense, a saber, o (1) legalismo, o (2) misticismo[2] e o (3) ascetismo[3], e afirmar como Cristo responde a todas essa falsas tentativas e como Ele é de fato suficiente e torna todas esses elementos desnecessários.
Hoje, nosso esforço será de entender um pouco mais o primeiro elemento dessa heresia, que é o legalismo. Nós devemos entender como legalismo qualquer teoria de salvação de pecados ou da alma que acrescente uma ou mais regra à obra completa de Cristo. Normalmente os legalistas não negam a Jesus, muito pelo contrário, o afirmam, mas junto com a afirmação vem o acréscimo a algo que Jesus nunca disse ou quis. De forma piedosa, e as vezes até institucionalizada, essa heresia revela um descontentamento com a obra de Cristo, e busca se contentar com outras coisas que não vêm do nosso único e suficiente salvador.
E por mais que seja difícil de admitir, muitas vezes a tentação do legalismo também está presente em nós. O pecado que luta contra o Espírito busca a todo o tempo se apossar de Deus, ditar as regras para ele, controlar o divino e dizer como ele tem que funcionar. Cristo não basta. Queremos ter o controle. Mas a proposta cristã e a vida em santidade exige de nós que diariamente e constantemente nos submetamos a Cristo e não a nós mesmos.
O legalismo talvez seja o pecado mais sorrateiro no nosso coração, pois ele está escondido na nossa piedade, no nosso moralismo e no cumprimento de regras, que não são errados em si, mas que se estiverem longe de Cristo e buscarem de alguma forma justificar a nós diante de Deus, precisam ser revistos e deixados na cruz de Cristo de uma vez por todas.
Nesse sentido que temos a principal afirmação de hoje, pois Cristo derruba na cruz toda e qualquer tentativa que tente acrescentar algo ao que ele fez. Não interessa de onde vem essa tentativa, se dos gregos “pagãos” ou dos “santos” judeus. Toda tentativa é vencida na cruz de Cristo.
Se fizéssemos uma viagem no tempo e fossemos até a região da Judeia encontrar um morador dali e perguntássemos pra ele: “O que é ser um judeu?”. Provavelmente ele iria nos responder assim: “Olha, um judeu é uma pessoa que não faz nada no sábado, não come carne de porco e circuncida os filhos”.
E isso era verdade para aquela época. Talvez podemos até contextualizar, se perguntarmos para alguém hoje, “O que é ser um cristão?”. A pessoa a quem perguntamos pode responder: “Olha, um cristão é alguém que vai na igreja, dá dízimo, rs, ouve o pastor falar” entre outras coisas que estão no imaginário das pessoas.
O problema dessas ideias é que elas muitas vezes se identificam em “coisas que fazemos” e não no que “Cristo fez por nós” e por isso que vamos olhar aqui para as coisas que estavam sendo introduzidas no comportamento daquela igreja, como se fossem aceitáveis ou capazes de justificar a eles diante de Deus, mas que na verdade não são.
Paulo irá nesse texto concentrar-se no viés judaico do legalismo, nas tradições que os judeus tentavam trazer pra vida da igreja (vemos um contexto bem parecido na carta do apóstolo aos Gálatas também). O apóstolo irá nos lembrar que nada disso tem poder para nos aperfeiçoar, nos salvar ou nos levar a Deus. Nenhuma promessa ou tentativa longe da afirmação pura do Evangelho em Cristo irá nos levar a Deus.
Então lemos no texto:
“(11) Nele também fostes circuncidados com a circuncisão que não é feita por mãos humanas, o despojar da carne pecaminosa, isto é, a circuncisão de Cristo, (12) sepultados com ele no batismo, com quem também fostes ressuscitados pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou dentre os mortos. (13) E a vós, quando ainda estáveis mortos nos vossos pecados e na incircuncisão da vossa carne, Deus vos deu vida juntamente com ele, perdoando todos os nossos pecados“
Paulo aqui lembra da mais importante imagem de um Judeu, a circuncisão, que é a retirada do prepúcio do menino como um selo da aliança de Deus com seu povo. Era uma forma de saber quem pertencia e quem não pertencia a aliança de Deus no Antigo Testamento. Ela é feita pela primeira vez com Abraão, que a faz já adulto, e repetida diversas outras vezes para selar/marcar o povo de Deus.
A circuncisão lembra a aliança de Deus, o seu pacto com a gente. Quando pensamos nessa palavra, “aliança”, um conceito importante, é que ela na Bíblia é sempre simbolizada através de um pacto de sangue, o qual inferia em um sacrifício das partes que acordam entre si. É por isso que o povo de Deus se circuncida (e sangra por isso) e também oferece continuamente sacrifícios a Deus, como forma de confirmar a aliança de Deus com o povo.
Mas no texto que lemos, Paulo está mostrando a nós que a circuncisão que recebemos em Cristo não é feita por mãos humanas. Não é a nossa capacidade que nos circuncida (ou sela a aliança de Deus com a gente). Diante do legalismo, que tenta usurpar para si o controle da salvação ou até do próprio Deus, a afirmação dessa seção é: Estamos circuncidados em Cristo.
E essa circuncisão feita por Cristo representa o nosso novo nascimento, a nova natureza que mortifica a antiga natureza pecaminosa (o despojar da antiga natureza) e nos coloca em uma nova realidade, na qual somos regenerados. Não somos nós que fazemos isso, mas é Cristo quem sela o nosso coração.
E este selo é manifesto no batismo, no qual fomos ressuscitados em novidade de vida, e cremos pela fé no poder de Deus. Mais uma vez Paulo mostra que a eficácia do poder não é nossa, mas de Deus. O poder é dele. O que é exigido de nós apenas é fé, mas a realização é dele. Cabe somente a ele fazer e ele fez. Por isso que aqueles que nos fazem voltar a qualquer prática legalista, como a circuncisão, afrontam de forma muito grave o próprio Cristo.
E Deus nos deu vida, quando estávamos mortos. Pensa nisso. Um morto pode fazer alguma coisa? Só se for no Walking Dead ou no Resident Evil. Mas normalmente mortos não fazem nada. Estão mortos. Alienados da vida, incapazes de qualquer coisa. Esse é o nosso estado antes de recebermos a vida em Cristo e o perdão de nossos pecados. Logo, o que a gente ainda acha que tem que fazer quando vemos essa realidade? Só temos vida porque ele nos deu. Antes de ele nos dar, estávamos mortos. Fomos selados pelos sacrifício dele e não o nosso. E tivemos TODOS os pecados perdoados. Não temos que fazer (e não fizemos) nada. Cristo fez tudo.
Todo legalismo cai diante disso e diante da afirmação: Nós estamos circuncidados nele.
(14) e apagando a escrita de dívida, que nos era contrária e constava contra nós em seus mandamentos, removeu-a do nosso meio, cravando-a na cruz (15) e, tendo despojado os principados e poderes, os expôs em público e na mesma cruz triunfou sobre eles.
Paulo vai lembrando aqui que o problema não está na lei, necessariamente, mas em nós. Pois fomos nós que quebramos as ordenanças de Deus, nós matamos, cobiçamos, pecamos, Cristo afirma isso quando ele lembra da lei para mostrar que diante do legalismo de muitos fariseus, todos pecaram. Você pode não adulterar, mas se olha com cobiça para a esposa ou para o marido do seu próximo, você já pecou. Você pode não matar, mas se odiou o seu irmão em seu coração, você já pecou. E você é tão culpado de morte como o outro que o fez. Essa é a nossa dívida.
A aqui temos uma figura “contábil”. Uma ficha na qual está toda a conta dos nossos pecados. A escrita da nossa dívida. Diante dessa condição tão terrível e uma conta tão grande que nenhum de nós pode pagar, que é a conta dos nossos pecados. Cristo a apagou, cancelou, removeu-a (tirou de uma vez por todas) pois ela foi cravada na cruz. Os mesmos pregos que cravaram Cristo também cravaram nossas dívidas com Deus de forma que nem eu e nem você temos mais nada pra pagar. Logo, o legalismo que tenta colocar um peso de “outra dívida” é cravado na cruz. Literalmente, morto.
Por isso o legalismo não se justifica de nenhuma forma, porque se temos então o recibo de garantia de quitação da nossa dívida: CRISTO!, porque nos sujeitamos a outra dívida?
E no versículo 15 vemos a abrangência cósmica que a vitória de Cristo na cruz tem para nós. Cristo despojou toda autoridade que está sobre nós, demônios, anjos, todos são inferiores a ele e no triunfo da cruz, ele vence de uma vez por todas a batalha.
Esse contexto de batalha pode nos ajudar a entender um pouco mais isso. Antigamente, quando alguém vencia uma guerra ele despojava (ou desarmava) o seu inimigo, deixando ele sem poder algum, e o voltava da guerra levando pelas ruas o inimigo preso e sobre vergonha, e as pessoas jogavam pedras e outras coisas sobre aquele inimigo vencido.
Cristo fez isso com os nossos inimigos. Os despojou, desarmou, expôs ao desprezo em público e triunfou na cruz. A cruz representa essa vitória, sobre o legalismo, sobre os poderes ou qualquer outra coisa que tenta capturar a nossa mente e nos levar para longe de Cristo, toda ideologia, toda filosofia, todo pensamento ou conhecimento, toda tentativa de por meio de regras se justificar diante de Cristo, tudo foi exposto a vergonha e vencido em Cristo.
“Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei. Mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.” 1 Coríntios 15:55-57
Então a afirmação para nós aqui é: Cristo cancelou a dívida. Nós não devemos nada e nem devemos fazer mais nada para conseguir algo de Deus. Tudo foi pago em Cristo.
(16) Assim, ninguém vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa de dias de festa, ou de lua nova, ou de sábados, (17) os quais são sombras das coisas que haveriam de vir, mas a realidade é Cristo”
Por fim, temos mais uma expressão do legalismo que é representada na dieta e no cumprimento do calendário judaico. O fato de se abster de comer algo pelo cumprimento da lei e de guardar o sábado era algo bom e ordenado por Deus. O problema não é esse. O problema era o julgamento por causa disso em função do que Cristo fez.
Paulo quer mostrar que na realidade de Cristo, ninguém é imperfeito ou inferior por não guardar essas ordenanças. E mais ainda, elas não são um fim em si mesmo mas representam algo maior que elas, no caso, Cristo.
Assim como vemos nos Evangelhos, o “Filho do Homem é Senhor do Sábado” e torna essas coisas supérfluas e desnecessárias diante da Sua realidade.
A ideia de Paulo aqui é, se essas coisas são sombras, e temos hoje diante de nós a realidade, porque queremos voltar para as sombras? Talvez mais profundo ainda, as sombras são “imateriais”, elas não existem de verdade, ninguém se contenta (ou deveria se contentar) com as sombras. Ninguém conversa com uma sombra. Podemos ver alguém se aproximar pela sua sombra mas nos dirigimos a essa pessoa para conversar com ela quando ela está perto de nós. Aqui a mesma ideia, o foco não é a sombra mas a realidade visível de Cristo. Ele veio. Ele apareceu. Ele é a luz do mundo. Porque então voltar para as sombras?
Calvino ao comentar esse texto dizia que “o homem é demente quando ele tenta agarrar sombras vazias quando está em seu poder abraçar a substância sólida”.
Por isso que voltar as coisas antigas, aos legalismos passados é andar pra trás, querer as sombras, e uma afronta ao que Cristo fez. É não se contentar com ele e usurpar o lugar que é somente dele.
Por isso que a afirmação para nós aqui deve ser clara: A realidade chegou, nós não precisamos mais das sombras.
Nos dias de hoje é muito comum vermos pessoas que se dizem cristãs correndo atrás de cumprirem ordenanças e mandamentos judaicos. Como terem um culto com elementos do judaísmo (shofar, candelabro, levitas), guardando o sábado (como se isso fosse resolver alguma coisa), cumprindo o calendário judaico ou até trazendo as leis do Antigo Testamento como se cumpri-las em si fosse resolver alguma coisa.
Mas também vemos no meio de nós problemas quanto a tentativa de vender um “evangelho” por meio de cumprimento de algumas regras. Muitas vezes preocupamos mais como exterior, como aquela pessoa se apresenta, do que com o que deve ser feito em seu interior, no caso a circuncisão do coração. Criamos regras como “faça isso para ser aceitável em nosso meio” enquanto ninguém precisa fazer nada a não ser confiar no poder de Deus que nos ressuscitou dentre os mortos e nos deu perdão sobre nossos pecados. A vida “moral” diante de Deus é feita a partir dessa transformação e não o contrário. O legalismo nunca irá produzir corações arrependidos.
E ao pensar sobre o legalismo judaico e o seu papel enquanto “sombras” podemos ter um peso parecido também sobre o moralismo e o papel da ética cristã para nós hoje. O legalismo judaico em si não era ruim, Cristo nos diz em outro momento que a Lei, os Profetas e os Escritos testificavam sobre ele. O moralismo e a ética cristã também não são ruins, mas irão se tornar legalistas quando eles forem considerados um fim em si mesmo, e capazes de nos justificar diante de Deus, semelhante ao uso que estavam dando ao legalismo judaico na época de Paulo.
Por isso, podemos pensar assim, as leis dos judeus eram as sombras do que haveria de vir: Cristo. O comportamento necessário de nós como Cristão é o reflexo de Cristo, de nós enquanto cristãos. Mas ele nunca pode ser algo longe de Cristo, ou um mero moralismo ou adoção de “regras”. No evangelho de Cristo aprendemos que não somos “morais”, somos corruptos e Cristo que nos salvou disso sem que tivéssemos mérito nenhum. Somente por ele é que podemos ser transformados e refletir algo que seja bom. Logo o “bem” que temos é dom de Deus e não mérito nosso. Só podemos “amar” porque ele nos amou primeiro.
E nesse sentido eu gostaria de propor algumas atitudes que devemos ter diante da verdade que (1) nós estamos circuncidados nele, (2) tivemos a nossa dívida cancelada e (3) temos a sua realidade presente, não precisando mais das sombras.
Primeiro devemos dizer não a qualquer tentação do nosso coração que busque criar regras para se justificar diante de Deus. É aquele pensamento que vêm e nos diz que “se fizermos isso” talvez Deus vai gostar mais da gente. Aí achamos que fazendo aquilo vamos ser recompensados por Deus. Isso é legalismo e isso afronta a dependência em Cristo e a sua suficiência.
E por isso devemos dizer a nós mesmos que a nossa salvação não depende de nós, não foi feita por mãos humanas, mas por Cristo e por estar em Cristo é que não a perdemos e podemos encontrar descanso na sua obra em nossas vidas. O legalismo só vai te deixar preocupado com quem você é, buscando em todo o tempo se afirmar em algo inseguro, por isso que devemos nos afirmar em Cristo e a nossa identidade e salvação nele, somente.
Por fim, temos que apagar todas as sombras. Todas as sombras ficam para trás quando nós achegamos cada vez mais perto da luz. Quanto mais perto de Cristo estivermos menos correremos o risco de nos contentarmos e querermos nos justificar com as sombras do nosso legalismo. Ele é realidade para nós.
Oremos ao Senhor.
[1]: Seminarista da IPB, (67) 9 8405-6469, jvabreu@gmail.com
[2]: O misticismo é simbolizado pelas religiões místicas e de mistério, muito ligado ao gnosticismo e que buscava orientar o “fiel” a a partir de uma série de princípios místicos e “espirituais” para ter contato com Deus.
[3]: O ascetismo por sua vez é a renúncia do prazer ou da realidade má do homem para então “transcender” a um novo estágio de espiritualidade.
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