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Antes e depois da cruz

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Antes de Deus consumar a obra redentora, só havia caminhos tenebrosos, nenhuma possibilidade da humanidade viver em paz. Depois que Deus se manifestou em Jesus Cristo, tudo mudou: a culpa foi cancelada mediante a graça redentora.

Notes & Transcripts
1) Antes da Cruz, o Peso do Pecado... Depois da Cruz, o Alívio do Perdão ().
Desde muito cedo, as pessoas vivem em conflito. Mal acabam de nascer, ouvem intermináveis “não”. Tudo aquilo que os homens fazem é susceptível a juízos, como: procedeu mal ou fez o bem; agradou a poucos ou desagradou a muitos. Esse é o tom das músicas que ressoam nos ouvidos dos homens.
Essa é a música que embalou o berço do salmista Davi () e, com efeito, o perturbou durante muito tempo.
Não entendemos por que a vida tem de ser assim; por que nos subjugam os homens em nome de uma verdade que parece ser só deles? Nas palavras do apóstolo Paulo (), provavelmente, encontramos a melhor resposta: “Portanto, és indesculpável, ó homem, quando julgas, quem quer que sejas; porque, no que julgas a outro, a ti mesmo te condenas; pois praticas as próprias coisas que condenas”.
Diante desse estado, o escritor da Carta aos Hebreus faz um panorama dos eventos relacionados com os rituais de expiação do pecado em ; apenas para ressaltar todos os elementos do tabernáculo descritos em . Ele entendia que tudo que se fez com sangue de animais era uma representação do que haveria de vir de forma perfeita, uma espécie de parábola, cf. .
O autor afirma que todos os atos divinos na Antiga Aliança eram pedagógicos, necessários para o crescimento das pessoas, mas não resolviam o maior problema do homem, a saber, a purificação da consciência (cf. ).
Almeida Revista e Atualizada. (1993). (). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
Pois bem, essa condição vergonhosa com a qual todas as pessoas se deparam, dia após dia, não apenas pela culpa que tanto pesa sobre nós, inibindo a fala e a defesa, roubando de nós a criatividade, foi pregada na cruz (). Agora não precisamos fazer algo para sermos isentos de culpa, Deus fez a obra perfeita; ele assumiu a culpa - antes da cruz, o peso do pecado; depois da cruz o alívio do perdão - agora, mediante a graça, não existe acusação dos homens, é Deus quem desculpa () a tantos quantos se arrependem e confessam a Cristo como Salvador de suas vidas ().
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Almeida Revista e Atualizada. (1993). (). Barueri: Sociedade Bíblica do Brasil.
2) Antes da Cruz, a Sombra da Lei... Depois da cruz, a Abundância da Graça ().
Por mais que os crentes da primeira Aliança se amparasse nas promessas eternas, o caminho parecia-lhes obscuro; sobre suas vidas o terror das prescrições da Lei causava temor; por causa das transgressões, entrar no lugar Santo, nem pensar.
Mas, onde há acordo (διαθήκη - aliança; testamento), há garantias, empenho no que se fala.
Deus prepara as pessoas para entenderem que o testamento só tem valor quando o testador morre. Nisso consiste a graça de Deus: a própria lei, como indicativo da condição humana, tem suas exigências satisfeitas em quem a prescreveu, pela morte do testador, Jesus Cristo ().
O sangue aspergido sobre o Altar, sobre os utensílios, sobre o Livro da Lei é ressignificado pelo derramamento do sangue do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo ().
Assim, de modo justo a Lei apontava para a incapacidade humana, a graça reorienta os homens para uma condição de vida superior ().
Deus suporta sobre si, em Cristo, todo peso imposto pela Lei. A propósito disso, é que podemos nos considerar verdadeiramente livres, a graça de Deus nos permite andar em paz com Ele mesmo.
3) Antes da Cruz, a Condenação... Depois da Cruz, a Eternidade com Deus ().
O escritor aos Hebreus também nos lembra que as “cópias das coisas celestiais” e as “coisas celestiais em si mesmas” precisavam ser purificadas. O santuário celestial é “o maior e mais perfeito tabernáculo que não é feito pelo homem” (9.11). Cristo entrou neste santuário depois que derramou seu sangue na cruz do Calvário.
No Céu não existe pecado, mas a obra de Cristo representa a entrada e a permanência dos homens remidos nas regiões celestiais em Cristo ().
O acesso de Cristo no Tabernáculo é, por assim dizer, a garantia de vida eterna. Não consiste em uma religião que busca conquistar um espaço ao sol, que pretende ser melhor do que as demais. Pelo contrário, Cristo conquistou de uma vez para sempre a redenção de pessoas pecadoras, que não têm do que se orgulhar a não ser na cruz.

lieth square, and the length of it is as great as the breadth; and he did measure the city with the reed—furlongs twelve thousand; the length, and the breadth, and the height, of it are equal; 17and he measured its wall, an hundred forty-four cubits, the measure of a man, that is, of the messenger; 18and the building of its wall was jasper, and the city is pure gold—like to pure glass; 19and the foundations of the wall of the city with every precious stone have been adorned; the first foundation jasper; the second, sapphire; the third, chalcedony; the fourth, emerald; 20the fifth, sardonyx

A cruz de Cristo é o símbolo da nossa vergonha, é o retrato estampado de quem nós somos. Entretanto, depois de consumado o ato de Jesus na cruz, todas as coisas passaram a fazer sentido; enxergamos o antes e o depois da cruz, nos vemos mais aperfeiçoados e, por intermédio do Nosso Senhor, desejamos a Eternidade.
CONCLUSÃO
Agora quando não há mais condenação, tudo se torna possível para nós, em Cristo (). Resta-nos, então, permitir que essa nova consciência opere cada vez mais: refazendo o nosso ser, transformando nosso caráter até que venha o que é perfeito, na eternidade.
Antes e depois da cruz, era Deus criando e aperfeiçoando pessoas.
Kistemaker, S. (2013). Hebreus. (C. A. B. Marra, Org., M. Tolentino & P. Arantes, Trads.) (2a edição, p. 360). São Paulo, SP: Editora Cultura Cristã.
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