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JESUS, O CRISTO, REINA SOBRE NOS!

O Evangelho Segundo Mateus  •  Sermon  •  Submitted
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Notes & Transcripts

JESUS, O CRISTO, REINA SOBRE NÓS!

Nada poderia edificar, apaziguar e confirmar a fé de um cristão, do que, o conhecimento do cumprimento da Doutrina da Pessoa e Obra de Cristo, pois como nos diz o Apóstolo Paulo na sua segunda carta aos Corintios, no capítulo primeiro, versículo 20: Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. É nesse sentido, que o Apóstolo quer nos edificar, e mostrar. Aquele que era à promessa, se revelou! O Rei, O Profeta, O Sacerdote, o nosso resgatador, Jesus Cristo.

INTRODUÇÃO

Não poderia achar definição melhor, para o objetivo de expor exaustivamente o primeiro dos evangelhos, do que este feito pelo Dr. Martyn Lloyd-Jones, um grande pastor do séc. 20, que está na sua teologia sobre o Senhor Jesus Cristo.
[...] não estamos tratando apenas de um grande e misterioso tema, porém daquele que faz exigências de nós, de nossa reflexão e de nossa atenção. Mas ele é essencial, e desejo muito tratar do caso de alguém que talvez esteja pensando: “Bem, realmente não tenho muito tempo para interessar-me por doutrina como esta. Não passo de um simples crente no Senhor Jesus Cristo.” Se você assume essa posição, então se tornam completamente antibíblicos! Foi em virtude de tais cristãos simplórios estarem prontos a crer em falsos mestres, e de fato criam neles, que tantas das Epístolas tiveram que ser escritas, com suas severas advertências contra o terrível perigo para a alma de crer nesses ensinos errôneos e falsas ideias concernentes a nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo. Não basta dizer: “Eu creio em Jesus Cristo.” O Novo testamento lhe dirige perguntas quando você assim se expressam. Ele lhes pergunta: “O que vocês creem sobre Ele? Ele é apenas homem? Ele é apenas Deus? Ele realmente veio em carne, ou não? O que Ele fez? Qual é o significado de Sua morte? O Novo Testamento se preocupa com definições, e não há nada, eu afirmo, que está mais afastado de Seu ensino do que dizer: “Está tudo bem; desde que você creia no Senhor Jesus Cristo, não importa tanto o que você diz em detalhes.” O “detalhe”, como espero mostra-lhes, é importantíssimo e absolutamente vital.
Não basta dizer: “Eu creio em Jesus Cristo.” O Novo testamento lhe dirige perguntas quando você assim se expressam. Ele lhes pergunta: “O que vocês creem sobre Ele? Ele é apenas homem? Ele é apenas Deus? Ele realmente veio em carne, ou não? O que Ele fez? Qual é o significado de Sua morte? O Novo Testamento se preocupa com definições, e não há nada, eu afirmo, que está mais afastado de Seu ensino do que dizer: “Está tudo bem; desde que você creia no Senhor Jesus Cristo, não importa tanto o que você diz em detalhes.” O “detalhe”, como espero mostra-lhes, é importantíssimo e absolutamente vital.
Desta forma, quero que desfrutemos destes ensinos, que revigoremos nossa fé em Jesus Cristo, que deixemos de ser preguiçosos em querer conhecer mais daquele que Mudou a história da humanidade. Hoje vivemos em a.C. e d.C., na verdade o antes e o depois é movido por Ele e para Ele. Através dos seus ensinos, homens foram transformados por Jesus, transtornaram o mundo, morreram convictos da obra realizada pelo Deus o Pai; do auto preço, e mediação eficaz pelo Deus o Filho e da regeneração e ação do Deus o Espírito Santo. Viram-no ressurreto, e isto, saber que Ele venceu a morte e que vencerá os que crerão nEle, faz a vida, torna-se mais bela, a luz do dia, torna-se mais forte, a certeza do porvir é mais certa, e esperada, e o pecado é abominável, até para nós. As circunstâncias da vida, são preparativos para formar um adorador melhor. E todo o louvor, honra e glória é para o Eterno Deus.

CONTEÚDO

Ao observarmos o tipo de estrutura do livro de Mateus, percebemos, que foi apresentado cinco discurso[1]. Conforme o decorrer da sua composição, chega a um encerramento próprio, ou uma forma básica. Isto, verificamos em:
“28Quando Jesus acabou de proferir estas palavras, estavam as multidões maravilhadas da sua doutrina;29porque ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os escribas.”
“1Ora, tendo acabado Jesus de dar estas instruções a seus doze discípulos, partiu dali a ensinar e a pregar nas cidades deles.”
“53Tendo Jesus proferido estas parábolas, retirou-se dali.”
“1E aconteceu que, concluindo Jesus estas palavras, deixou a Galiléia e foi para o território da Judéia, além do Jordão.”
“1Tendo Jesus acabado todos estes ensinamentos, disse a seus discípulos:”
Esta estrutura formada por Mateus, nos parece algo planejado. Conforme o trabalho do Dr. Carson, PH.D em NT, comentando está estrutura, nos diz.
[...] os cinco discursos encontram-se, de um ponto de vista literário, tão claramente assinalados, que é praticamente impossível crer que Mateus não os tenha planejado.[2]
Então, podemos esboçar o livro de Mateus da seguinte forma:

Prólogo (Introdução) (1.1-2.23)

O prólogo separamos em seis acontecimentos:
· Genealogia de Jesus: 1.1-17;
· Seu nascimento (1,18-25),
· A visita dos magos (2.1-12),
· A fuga para o Egito (2.13-15),
· O massacre de Belém (2,16-18)
· A volta a Nazaré (2.19-23).
Uma citação do Antigo Testamento, introduzida por uma fórmula correspondente de cumprimento, domina as cinco últimas dessas seções. (CARSON, MOO e MORRIS, 1997) Vemos a mesma estrutura defendida pelo Word Biblical Comentary, que trata deste ponto como as narrativas de nascimento e infância.[3]

O evangelho do reino (3.1-7.29)

Na narrativa (3,1—4.25), compreende os passos iniciais que servirão de base ao ministério de Jesus[4].
· O ministério de João Batista (3,1-12),
· O batismo de Jesus (3.13-17)
· A tentação de Jesus (4.1-11) —
· O início do ministério de Jesus, na Galileia (4.12-25).
· O primeiro discurso (5,1—7.29) é o Sermão da Montanha.
· Definido o contexto (5.1-2), o reino dos céus é apresentado, com suas normas (5,3-12) e seu testemunho (5,13-16).
· O grande bloco do sermão vai de 5.17 a 7,12, principiando e concluindo com a maneira como o reino está relacionado com as Escrituras do Antigo Testamento, "a Lei e os profetas".
o Esse é o tema especialmente de 5,17-48, com sua explicação inicial (5.17-20) e as antíteses dependentes ("ouvistes, eu, porém, vos digo" [5.21-48]), A exigência de perfeição (5,48) introduz advertências correspondentes contra a hipocrisia na avaliação da importância das pessoas (6.1-18), com especial atenção para a maneira correta de exercitar as três manifestações tradicionais da religiosidade judaica: esmolas (6,2-4), oração (6.5-15) e jejum (6.16-18).
· Para manter tal postura, é necessário buscar as perspectivas do reino (6.19-34), o que inclui a lealdade absoluta aos valores do reino (6.19-24) e uma confiança inabalável em Deus (6.25-34).
· À exigência de equilíbrio e perfeição, que cumpre as expectativas do Antigo Testamento (7,1-12), segue-se uma conclusão que apresenta dois caminhos (7.13-14), duas árvores (7,15-20), duas afirmações (7,21-23) e dois construtores (7,24-27): o leitor tem de fazer sua escolha.
· Os versículos finais (7.28-29) não só apresentam pela primeira vez a fórmula que conclui os cinco discursos, mas também reafirmam a autoridade de Jesus, dessa forma preparando o leitor para a série de milagres marcantes que dominarão os próximos dois capítulos.

O reino expandido sob a autoridade de jesus (8.1—11,1).

· A narrativa (8,1—10,4) inclui não somente vários milagres, cada um repleto de símbolos que tratam de algum aspecto do reino e de seu rei, mas também o chamado de Mateus (9.9) e a insistência de Jesus em comer com pecadores publicamente reconhecidos como tais (9.10-13), enquanto anuncia que o reino que surge, manifesto em sua própria presença, era um tempo de alegria (9,14-17).
· Os milagres, bem como a audácia de Jesus, estão fazendo as fronteiras das trevas retroceder, mas a narrativa termina com a necessidade de oração para que haja mais trabalhadores (9,35-38) e o comissionamento dos Doze (10.1-4).
Segundo discurso:
· Sobre missão e martírio (10.5—11-1), que, parte do projeto imediato (10.5b-16), passa por advertências de sofrimento futuro (10.17-25) e por uma ordem de não ter medo, tendo em vista a providência do Pai (10.26-31), e vai até uma descrição mais genérica do discipulado autêntico (10,32-39). Reagir, bem ou mal, aos discípulos, equivale a reagir ao próprio Jesus (10.40-42).
· A conclusão transicional (11.1) aponta para o ministério crescente de Jesus.

O ensino e a pregação do evangelho do reino: a oposição crescente (11.2—13.53).

· A narrativa (11.2—12.50) não apenas apresenta os papéis relativos de João Batista e de Jesus no andamento da história da redenção (11.2-19), como também reverte a expectativa do povo ao relatar a incisiva condenação que Jesus faz das cidades "boas", judaicas, religiosas, da Galiléia (que na mente de Jesus estão lado a lado com cidades pagãs como Tiro e Sidom ou com um centro proverbialmente ímpio como Sodoma) e ao anunciar alívio e descanso aos exaustos e destroçados — contanto que o encontrem no contexto do "jugo" do Filho (11,20-30).
· A tensão aumenta quando explode o conflito sobre o sábado (12.1-14), quando Jesus mostra que é bem mais um servo manso e sofredor do que um rei visivelmente conquistador (12.15-21) e quando surge o confronto não apenas entre Jesus e os fariseus (12,22-45), mas entre Jesus e sua própria família (12.46-50). À reversão das expectativas é um tema importante do discurso que se segue, o qual é uma série de parábolas (13,1-53).

A glória e a penumbra: polarização progressiva (13.54—19.2).

· A narrativa (13.54—17.27) consiste em uma série de vinhetas que refletem a polarização crescente (e.g., a rejeição em Nazaré, 13,54-58; Herodes e Jesus, 14.1-12; exigências de um sinal, 16.1-4) ou que, quando demonstram o poder do ministério de Jesus, ainda assim revelam a profunda incompreensão da natureza e da ênfase desse ministério (e.g,, a multiplicação dos pães, 14.13-21, e a caminhada sobre as águas, 14.22-33; Jesus e a tradição dos anciãos, 15.1-20; a transfiguração, 17.1-13; a cura do menino epiléptico, 17.14-20[21]).
· O ponto alto da narrativa é a confissão que Pedro faz sobre Jesus (16,13-20), mas o que acontece em seguida — a primeira predição da paixão (16,21-23; cf. a segunda em 17.22-23) — mostra quão pouco o próprio Pedro havia compreendido.
· O quarto discurso (18.1—19,2) descreve a vida sob a autoridade do reino, A grandeza está inegavelmente ligada à humildade (18,3-4); poucos pecados são mais repulsivos do que fazer os crentes, os "pequeninos" de Jesus, pecarem (18.5-9); salvar ovelhas perdidas é mais importante do que providenciar alimento a ovelhas que estão em segurança (18.10-14); a exposição sobre a prioridade do perdão e a importância da disciplina na comunidade messiânica são apresentadas (18,15-35);
· A conclusão (19.1-2) serve de transição e introdução ao ministério na Judéia.

Oposição e escatologia: o triunfo da graça (19.3—26.5).

· A narrativa 19.3-23.39 apresenta várias discussões e parábolas que ressaltam a conduta surpreendente que se espera daqueles que querem seguir Jesus (19.3—20.34), e conduz aos acontecimentos da semana da paixão (21.1—23,39).
· A entrada triunfal de Jesus (21.1-11), a purificação do templo (21,12-17) e a maldição da figueira (21,18-22) são prelúdios de uma série de controvérsias no pátio do templo (21.23—22.46), cada vez mais concentradas nas reivindicações messiânicas feitas por Jesus.
· Exasperado, Jesus pronuncia seus ais contra os mestres da lei e os fariseus (23.1-36) e profere seu lamento por Jerusalém (23.37-39).
· O discurso do Monte das Oliveiras que segue (o sermão escatológico, 24,1—25.46), de notória dificuldade de interpretação, começa com o local que dava vista para o templo (24,1-3), descreve as dores de parto do período entre as duas vindas (24,4-28) e a vinda do Filho do Homem (24.29-31), antes de refletir sobre o significado das dores de parto (24.32-35) e de mostrar com instância a necessidade de estar preparado, visto que o dia e a hora da vinda do Filho são desconhecidos (24.36-41).
· Uma série de parábolas apresenta variações sobre o tema da vigilância (24.42—25.46).
· A conclusão transicional (26.1-5) inclui a quarta predição importante da paixão neste evangelho e alguns detalhes sobre a trama contra Jesus, em preparação para a seção final do livro.

A paixão e a ressurreição de Jesus (26.6—28.20).

· Na narrativa da paixão, a unção em Betânia (26.6-13) e o acerto que Judas faz para trair Jesus (26,14-16) são seguidos rapidamente pela última ceia (26.17-30, que inclui as palavras de instituição da ceia nos vv. 26-30), a predição de Jesus ser abandonado e negado (26.31-35), o Getsêmani (26,36-46), a prisão (26.47-56), Jesus perante o Sinédrio (26.57-68), a negação de Jesus por Pedro (26.69-75), a decisão formal do Sinédrio (27,1-2) e a morte de Judas Iscariotes (27.3-10), Jesus perante Pilatos (27.11-26), o tratamento dispensado a Jesus pelos soldados (27.27-31), a crucificação e a zombaria (27,32-44), a morte de Jesus (27.45-50) e o seu impacto imediato (27.51-56), o sepultamento de Jesus (27.57-61) e a guarda junto ao túmulo (27.62-66).
· O clímax das narrativas da ressurreição (28.1-17) é a grande comissão, que põe a tarefa de espalhar o evangelho e o conteúdo do ensino de Jesus diretamente sobre os ombros do pequeno reduto de testemunhas, que recebem a garantia da presença de Jesus com elas até o final dos tempos (28.18-20).

LUGAR DE ORIGEM

DATA

DESTINATÁRIO

PROPÓSITO

Este é um ponto de suma importância para um estudo bem embasado. Principalmente para um bom sermão expositivo. Um hermeneuta reformada, que preza pela verdade, nunca deixará de observar os propósitos do escritor.
Mateus, conforme especialistas do NT, apresenta uma grande dificuldade na identificação de seu propósito. O Dr. Carson, se posiciona da seguinte maneiro no seu estudo.
Se nos limitarmos a temas amplamente aceitos, certamente é razoável inferir que Mateus deseja demonstrar, entre outras coisas, que (1)Jesus é o Messias prometido, o Filho de Davi, o Filho de Deus, o Filho do Homem, Emanuel, aquele para quem o Antigo Testamento aponta; (2) muitos judeus, especialmente os líderes, pecaram quando deixaram de reconhecer Jesus durante o seu ministério [...]; (3) o reino escatológico prometido já despontou, sendo que seu início foi assinalado pela vida, morte, ressurreição e exaltação de Jesus; (4) esse reinado messiânico continua havendo no mundo à medida que crentes, tanto judeus quanto gentios, submetem-se à autoridade de Jesus, vencem tentações, suportam perseguições, acolhem calorosamente os ensinos de Jesus e, desse modo, demonstram que constituem o verdadeiro âmbito em que se encontra o povo de Deus e o verdadeiro testemunho ao mundo acerca do "evangelho do reino"; e (5) esse reinado messiânico é não apenas o cumprimento das esperanças do Antigo Testamento mas também a amostra do reino consumado, o qual surgirá quando Jesus, o Messias, voltar em pessoa.[5]

A CONTRIBUIÇÃO DE MATEUS

CAPÍTULO 1

CAPÍTULO 1

1Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão. 2Abraão gerou a Isaque; Isaque, a Jacó; Jacó, a Judá e a seus irmãos; 3Judá gerou de Tamar a Perez e a Zera; Perez gerou a Esrom; Esrom, a Arão; 4Arão gerou a Aminadabe; Aminadabe, a Naassom; Naassom, a Salmom; 5Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede; e Obede, a Jessé; 6Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias; 7Salomão gerou a Roboão; Roboão, a Abias; Abias, a Asa; 8Asa gerou a Josafá; Josafá, a Jorão; Jorão, a Uzias; 9Uzias gerou a Jotão; Jotão, a Acaz; Acaz, a Ezequias; 10Ezequias gerou a Manassés; Manassés, a Amom; Amom, a Josias; 11Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos, no tempo do exílio na Babilônia. 12Depois do exílio na Babilônia, Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel, a Zorobabel; 13Zorobabel gerou a Abiúde; Abiúde, a Eliaquim; Eliaquim, a Azor; 14Azor gerou a Sadoque; Sadoque, a Aquim; Aquim, a Eliúde; 15Eliúde gerou a Eleazar; Eleazar, a Matã; Matã, a Jacó. 16E Jacó gerou a José, marido de Maria, da qual nasceu Jesus, que se chama o Cristo. 17De sorte que todas as gerações, desde Abraão até Davi, são catorze; desde Davi até ao exílio na Babilônia, catorze; e desde o exílio na Babilônia até Cristo, catorze.

PROPOSIÇÃO: O CUMPRIMENTO DA PROMESSA DE DEUS, NÃO DEPENDE DA NOSSA FIDELIDADE

Mas, aprendemos com está primeira perícope, que Deus é gracioso, pois cumpre sua promessa por meio da fidelidade a Ele mesmo e a sua palavra, e também, que o homem carece da sua providência e perseverança.
Deus não fez questão da sua ignorância, ou da sua fidelidade, pois Ele sabia, que nem Adão, Noé, Abraão, Davi, você e eu, poderíamos ser fiéis e obedientes a sua vontade e a sua lei. Sendo assim, quando contemplamos a inspiração do Espírito Santo ao usar o Apóstolo Mateus, para a composição deste belíssimo evangelho, um verdadeiro Judeu, provando, que o resgatador prometido desde antes de Abraão, pois o protonevangelho em era um indicador da providencia de Deus ao homem perdido, Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar. Desde que o pecado condenou a humanidade a morte eterna, ou separação de Deus, vemos Deus levantando remanescentes fieis, para o cumprimento da sua promessa do resgatador. Mas, também vemos os homens perdidos, a descendência da serpente lutando contra os santos de Deus, a descendência da mulher.
Mateus busca demonstrar e embasar sua argumentação da linhagem prometida no Antigo Testamento, relacionando desde Abraão, Davi e efetuando em José. Primeiramente, temos a pessoa de Abraão, que Josué no capítulo 24.2 nos diz o seguinte. Então, Josué disse a todo o povo: Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Antigamente, vossos pais, Tera, pai de Abraão e de Naor, habitaram dalém do Eufrates e serviram a outros deuses. Então percebemos, que desde a queda, vemos a eleição, a predestinação, sendo revelada aos homens. Pois, a maravilhosa Graça do nosso Deus, estava e está sendo aplicada na vida do eleito de Deus. A condução da história por Deus, na transformação do coração corrupto, pecador do homem, tem o objetivo anterior a Jesus, de cumprimento das Suas promessas, assim nos diz Paulo em IICo 1.20 Porque quantas são as promessas de Deus, tantas têm nele o sim; porquanto também por ele é o amém para glória de Deus, por nosso intermédio. Lembremos da promessa feita por Deus a Abraão em Apareceu o SENHOR a Abrão e lhe disse: Darei à tua descendência esta terra. Ali edificou Abrão um altar ao SENHOR, que lhe aparecera. E ninguém melhor para nos explicar essa passagem, que o Apóstolo Paulo em Ora, as promessas foram feitas a Abraão e ao seu descendente. Não diz: E aos descendentes, como se falando de muitos, porém como de um só: E ao teu descendente, que é Cristo.
Quero concluir está primeira análise, sobre o primeiro na linha genealógica, Abraão, mostrando, que não dependeu dele para cumprir-se a promessa, pois a aliança foi administrada e realizada por Deus. Quando Deus reafirma a promessa feita em , mas, agora em o pacto é realizado, devemos ressaltar o seguinte aspecto deste pacto. As duas partes ao passar entre os animais cortados confirmavam o pacto entre elas. Se observarmos o relato da administração do pacto abraamico, perceberemos algo diferente.
1Depois destes acontecimentos, veio a palavra do SENHOR a Abrão, numa visão, e disse: Não temas, Abrão, eu sou o teu escudo, e teu galardão será sobremodo grande. 2Respondeu Abrão: SENHOR Deus, que me haverás de dar, se continuo sem filhos e o herdeiro da minha casa é o damasceno Eliézer? 3Disse mais Abrão: A mim não me concedeste descendência, e um servo nascido na minha casa será o meu herdeiro. 4A isto respondeu logo o SENHOR, dizendo: Não será esse o teu herdeiro; mas aquele que será gerado de ti será o teu herdeiro. 5Então, conduziu-o até fora e disse: Olha para os céus e conta as estrelas, se é que o podes. E lhe disse: Será assim a tua posteridade. 6Ele creu no SENHOR, e isso lhe foi imputado para justiça. 7Disse-lhe mais: Eu sou o SENHOR que te tirei de Ur dos caldeus, para dar-te por herança esta terra. 8Perguntou-lhe Abrão: SENHOR Deus, como saberei que hei de possuí-la? 9Respondeu-lhe: Toma-me uma novilha, uma cabra e um cordeiro, cada qual de três anos, uma rola e um pombinho. 10Ele, tomando todos estes animais, partiu-os pelo meio e lhes pôs em ordem as metades, umas defronte das outras; e não partiu as aves. 11Aves de rapina desciam sobre os cadáveres, porém Abrão as enxotava. 12Ao pôr-do-sol, caiu profundo sono sobre Abrão, e grande pavor e cerradas trevas o acometeram; 13então, lhe foi dito: Sabe, com certeza, que a tua posteridade será peregrina em terra alheia, e será reduzida à escravidão, e será afligida por quatrocentos anos. 14Mas também eu julgarei a gente a que têm de sujeitar-se; e depois sairão com grandes riquezas. 15E tu irás para os teus pais em paz; serás sepultado em ditosa velhice. 16Na quarta geração, tornarão para aqui; porque não se encheu ainda a medida da iniqüidade dos amorreus. 17E sucedeu que, posto o sol, houve densas trevas; e eis um fogareiro fumegante e uma tocha de fogo que passou entre aqueles pedaços. 18Naquele mesmo dia, fez o SENHOR aliança com Abrão, dizendo: À tua descendência dei esta terra, desde o rio do Egito até ao grande rio Eufrates: 19o queneu, o quenezeu, o cadmoneu, 20o heteu, o ferezeu, os refains, 21o amorreu, o cananeu, o girgaseu e o jebuseu.
Veja bem, pesado sono caio sobre Abraão, ele não passou entre os animais cortados. Então, espere um pouco, se Abraão não passou, como pode haver pacto? Foi realizado na fidelidade do próprio Deus, que administra o resgate, enviando o seu descendente, Jesus Cristo. Na verdade, o pacto, já estava feito com Jesus Cristo. Pense melhor, se Abraão passasse e fizesse parte desde pacto ele teria sido desfeito, pois no próximo capítulo Abraão peca aceitando gerar um filho por meio de Agar, e sem falar na falta de confiança nas outras passagens seguintes.
A Graça superabundou sobre a vida de Abraão, e Deus preparou o progenitor da linhagem do Rei Davi.

18Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo. 19Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente. 20Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. 22Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: 23Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel ( que quer dizer: Deus conosco ). 24Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. 25Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.
O texto é riquíssimo teologicamente, historicamente, uma abordagem profunda do AT, e no decorrer do estudo, com a busca das respostas que iremos fazer ao texto, veremos como os evangelhos são interligados. Essa unidade, essa linha de raciocínio nunca poderia ter sido por nós pecadores, que mesmo trabalhando, lado a lado, não conseguimos produzir tamanha hegemonia. Então, creia a cada dia na fidelidade do Espírito Santo na composição das Escrituras Sagradas.
Neste ponto quero frisar aos amados, e que isso fique bem gravado na sua memória quando voltar a ler este texto, que nos ensina sobre:

A HUMILHAÇÃO DO REI

E dentro deste Estado de Humilhação, entendemos, que este ato amoroso, gracioso para conosco, foi por causa:
DA TOTAL DEPRAVAÇÃO DA HUMANIDADE, E INCAPACIDADE DO HOMEM SE ACHEGAR A DEUS;
E da VONTADE DE DEUS, EM SALVAR PECADORES MEDIANTE A EXPIAÇÃO EFICAZ DE JESUS.
18Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.
Pois,
26No sexto mês, (de gravides de Isabel, parente de Maria) foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria.
19Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente.
A enviando para a casa de Isabel Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá,
20Enquanto ponderava nestas coisas, ( Maria permaneceu cerca de três meses com Isabel e voltou para casa.) eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. 22Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: 23Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel ( que quer dizer: Deus conosco ). 24Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. 25Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.
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INTRODUÇÃO

Ao analisarmos a primeira perícope, ficamos deslumbrados, em reconhecer a graciosidade de Deus. Em ver à graça sendo aplicada aos nossos irmãos do AT, e que amorosamente chega até nós. Então, como nos diz à Bíblia em 4vindo, porém, a plenitude do tempo, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido sob a lei. Então, o verbo, o criador de todas as coisas, o sustentador do universo, o infinito, deixou a sua glória, tornou-se servo humilde. Muitas vezes passamos os olhos em cima de textos preciosos, fazemos aquela leitura dinâmica, antes de trabalhar, ou de ir dormir, usando a bíblia como um calmante, para se dormir melhor. O ser humano mergulhado em sua correria diária, nem se lembra do seu Rei. Próximo a pascoa, chora e lamenta a maldade dos que crucificaram a Jesus. Mas, primeiramente deveria chorar, e ser grato, por sua humilhação, pois, nos diz as Escrituras.
5Tende em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus, 6pois ele, subsistindo em forma de Deus, não julgou como usurpação o ser igual a Deus; 7antes, a si mesmo se esvaziou, assumindo a forma de servo, tornando-se em semelhança de homens; e, reconhecido em figura humana, 8a si mesmo se humilhou, tornando-se obediente até à morte e morte de cruz.
Meus amados, não se engane neste contexto das Escrituras, havia lei, e estamos falando de vários desdobramentos da lei mosaica, aplicações severas, pois os judeus temiam ao lembrar-se do exílio Babilônico.
Na teologia reformada, podemos falar de Deus homem em dois Estados de Cristo, o estado de Humilhação e o Estado de Exaltação[6]. Também vemos na teologia o estado preexistente do Ser divino e eterno[7], entretanto, este texto trata do Estado de Humilhação. Sendo assim, o estado e condição que Jesus se submeteu nos diz o grande teólogo holandês do séc. 20, o Dr. Louis Berkhof.
No estado de humilhação Cristo estava sob a lei, não só como regra de vida, mas também como a condição da aliança das obras e a pena pelo pecado.[8]
Quando não definimos isto, e decorremos no afrouxamento das nossas doutrinas, podemos correr em direção as ondas das filosofias mundanas. Não existe pecado original, a humanidade pode se alto corrigir, por meio de assistencialismo, educação, respeito. Mas, esquecem do pecado, que condenou a humanidade em Adão, como a bíblia nos diz, pois todos pecaram e carecem da glória de Deus (). Então, Berkhof continua.
Com base em , , a teologia reformada (calvinista) distingue dois elementos na humilhação de Cristo, a saber, (1) a kenósis (esvaziamento, exinanitio), que consiste em renunciar Ele à Sua majestade do supremo Governador do universo, e assumir a natureza humana na forma de um servo; e (2) a tapeinosis (humiliatio), que consiste em haver-se Ele feito sujeito às exigências e à maldição da lei, e em toda a Sua vida ter-se feito obediente em ações e em sofrimento, até ao próprio limite de uma morte ignominiosa.
No nascimento do nosso redentor, em que consiste em o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai. () Vemos a Segunda Pessoa da Trindade, preexistente e Rei, se humilhando. Que amor é este? Não há nada igual e nunca haverá.
Pois, a sua humildade é resgatadora, e de efeito eterno.
Pois, o pecado condenou a humanidade ao inferno. Mas, conforme os Reformados a encarnação foi tornada necessária pela queda do homem. (BERKHOF, 2012, p. 307) Conforme a bíblia nos diz. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o perdido. ().

(2:1-12)1Tendo Jesus nascido em Belém da Judéia, em dias do rei Herodes, eis que vieram uns magos do Oriente a Jerusalém. 2E perguntavam: Onde está o recém-nascido Rei dos judeus? Porque vimos a sua estrela no Oriente e viemos para adorá-lo. 3Tendo ouvido isso, alarmou-se o rei Herodes, e, com ele, toda a Jerusalém; 4então, convocando todos os principais sacerdotes e escribas do povo, indagava deles onde o Cristo deveria nascer. 5Em Belém da Judéia, responderam eles, porque assim está escrito por intermédio do profeta: 6E tu, Belém, terra de Judá, não és de modo algum a menor entre as principais de Judá; porque de ti sairá o Guia que há de apascentar a meu povo, Israel. 7Com isto, Herodes, tendo chamado secretamente os magos, inquiriu deles com precisão quanto ao tempo em que a estrela aparecera. 8E, enviando-os a Belém, disse-lhes: Ide informar-vos cuidadosamente a respeito do menino; e, quando o tiverdes encontrado, avisai-me, para eu também ir adorá-lo. 9Depois de ouvirem o rei, partiram; e eis que a estrela que viram no Oriente os precedia, até que, chegando, parou sobre onde estava o menino. 10E, vendo eles a estrela, alegraram-se com grande e intenso júbilo. 11Entrando na casa, viram o menino com Maria, sua mãe. Prostrando-se, o adoraram; e, abrindo os seus tesouros, entregaram-lhe suas ofertas: ouro, incenso e mirra. 12Sendo por divina advertência prevenidos em sonho para não voltarem à presença de Herodes, regressaram por outro caminho a sua terra.

INTRODUÇÃO

O contexto evangélico no Brasil, é uma mistura de crença, misticismo, ecumenismo, uma variedade de estrutura de pensamento, e, má formação educacional. A maioria dos brasileiros não buscam por definição de termos, construir pressupostos, ou uma averiguação sobre os usos, e costumes. Alguns brasileiros, não possuem formação para pensar, ou como diria Lucas
10E logo, durante a noite, os irmãos enviaram Paulo e Silas para Beréia; ali chegados, dirigiram-se à sinagoga dos judeus. 11Ora, estes de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as coisas eram, de fato, assim. 12Com isso, muitos deles creram, mulheres gregas de alta posição e não poucos homens. 13Mas, logo que os judeus de Tessalônica souberam que a palavra de Deus era anunciada por Paulo também em Beréia, foram lá excitar e perturbar o povo. 14Então, os irmãos promoveram, sem detença, a partida de Paulo para os lados do mar. Porém Silas e Timóteo continuaram ali. 15Os responsáveis por Paulo levaram-no até Atenas e regressaram trazendo ordem a Silas e Timóteo para que, o mais depressa possível, fossem ter com ele.
Sendo assim, necessitamos ultrapassar nosso tempo, nosso contexto, e estruturar nossa mente, e fazer-nos pensar nas verdades bíblicas, e somente por ela. Quando o Rev. Donizeti Ladeia, pastor da primeira Igreja Presbiteriana de São Bernardo do Campo, realizou uma pesquisa muito interessante. Onde houve uma mudança na forma de pensar e agir, dos influenciados pelos missionários americanos formados em Princeton, que vieram ao Brasil para proclamar as verdades bíblicas. Temos que ressaltar, primeiramente, que estes missionários haviam recebido base dos ensinos da Europa, ou melhor, escoceses reformados (LADEIA, 2016, p. 21). Hoje, ficamos admirados em ver a grandeza dos EUA, e se perguntarmos: - Quem gostaria de mudar-se agora para os Estados Unidos, mesmo com o governo tão oscilante, ou para algum país da Europa? Mais saiba de uma coisa, o berço do pensamento destes países, é o pensamento reformado, protestante, presbiteriano. Então, por que no Brasil não temos essa reforma de pensamento? Porquê? Porque as igrejas reformadas, ou presbiterianas estão deixando de influenciar através de uma exposição bíblica, teocêntrica e cristocêntrica. Os vícios do povo brasileiro, enfraquece as igrejas. Pois, gostam de facilidade (jeitinho brasileiro), quer um deus, que age pelo seu comando, um deus fast food, que atenda as suas vontades. Existe alguns, que não aceitam passar por um crivo doutrinário de um seminário, presbitério, mas quer ser líder a qualquer custo, e de forma autônoma, abandona a igreja, cria uma, e faz conforme a sua vontade. Essas atitudes são frequentes, mas, tem uma causa bem relevante. A falta de conhecimento do dono da Igreja, Jesus Cristo. Desconhecimento dos parâmetros bíblicos, e por um pensamento místico das escrituras. O que falta para transformar o Brasil em um país reformado, protestante e pensante? E em um cristão verdadeiro?

O CONHECIMENTO DO REI, DO SACERDOTE, E DO PROFETA, JESUS CRISTO.

· Quando conhecemos o verdadeiro Rei, soberano sobre tudo e todos, deixamos de ser idólatras;
· Quando conhecemos Jesus, sendo o próprio oráculo de Deus, a revelação perfeita, passamos a obedecê-lo somente;
· Quando conhecemos Jesus, que somente Ele pode interceder por nós, passamos a nos entregar e deixar que, Jesus, comande nossa vida.
· Quando conhecemos a sua morte, e entendemos que ela foi eficaz para perdoar meus pecados, passamos a ter vida com Ele.
Ao desfrutar da revelação do nosso Senhor Jesus, no texto de Mateus, podemos iniciar fazendo a seguinte pergunta: Porque em Belém? Teremos que abordar em duas perspectivas: a primeira profética, e a segunda contexto próximo.
O seu nascimento foi relatado por Mateus, nos dois primeiros capítulos, sendo que, dos versículos 18 ao 25, é uma abordagem da visita do anjo Gabriel. Quando chegamos na primeira perícope do capítulo 2, sobre o local de nascimento de Jesus, vemos uma mudança drástica para Belém, mas, Mateus nos dá as diretrizes, vers. 4-6, que tem base profética no AT. Então, o que nos diz o Antigo Testamento sobre as profecias relacionadas ao local, e nascimento de Jesus?
Encontramos indicações de Belém, primeiramente no sepultamento de Raquel, que foi em Belém (). Posteriormente, vemos Boás, casando-se com Rute, e sendo seu resgatador em meio as dificuldades. Também, temos a escolha de Davi, para substituir futuramente a Saul (). E, a profecia feita por E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como grupo de milhares de Judá, de ti me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas origens são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade. Realmente ela era pequena, uma aldeia, que distanciava de Jerusalém 8 quilômetros ao sul. Na história, Deus suscitou resgatadores, ou rei desta cidade, e é de onde o nosso resgatador vem.
Com relação ao contexto próximo, precisamos perguntar a perícope anterior de 18-25, o que aconteceu para chegar em Belém? Irei construir respostas intercaladas com a narrativa de Lucas.
18Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo.
Pois,
26No sexto mês, (de gravides de Isabel, parente de Maria) foi o anjo Gabriel enviado, da parte de Deus, para uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, 27a uma virgem desposada com certo homem da casa de Davi, cujo nome era José; a virgem chamava-se Maria.
19Mas José, seu esposo, sendo justo e não a querendo infamar, resolveu deixá-la secretamente.
A enviando para a casa de Isabel Naqueles dias, dispondo-se Maria, foi apressadamente à região montanhosa, a uma cidade de Judá,
20Enquanto ponderava nestas coisas, ( Maria permaneceu cerca de três meses com Isabel e voltou para casa.) eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. 21Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. 22Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: 23Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel ( que quer dizer: Deus conosco ). 24Despertado José do sono, fez como lhe ordenara o anjo do Senhor e recebeu sua mulher. 25Contudo, não a conheceu, enquanto ela não deu à luz um filho, a quem pôs o nome de Jesus.
-71Naqueles dias, foi publicado um decreto de César Augusto, convocando toda a população do império para recensear-se. 2Este, o primeiro recenseamento, foi feito quando Quirino era governador da Síria. 3Todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. 4José também subiu da Galiléia, da cidade de Nazaré, para a Judéia, à cidade de Davi, chamada Belém, por ser ele da casa e família de Davi, 5a fim de alistar-se com Maria, sua esposa, que estava grávida. 6Estando eles ali, aconteceu completarem-se-lhe os dias, 7e ela deu à luz o seu filho primogênito, enfaixou-o e o deitou numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na hospedaria.
Neste momento não poderia deixar de citar IITm 3.16-17 16Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, 17a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra.
Ao tratarmos de uns magos do Oriente, me embasarei no que o Dr. Carson escreveu, pois, sua pesquisa é pautada em um vasto arcabouço arqueológico.
No que podemos dizer acerca dos magos, é que, tempos anteriores ao nascimento de Jesus, este termo era usado para classificar uma linha de sacerdotes dos medos, sendo eles responsáveis por interpretações, Daniel teve contato com eles na Babilônia (1.20; 2.2; 4.7; 5.7). Há uma tradição, por causa de textos do AT (,; ; ; ), de serem reis, que tem uma trajetória até Tertuliano (morto em c. 225), e a teoria que apontam os nomes de Melquior, Baltasar e Gaspar, provavelmente seja uma dedução dos três presentes. (CARSON, MOO e MORRIS, 1997, p. 112)
Há informações com relação ao estudo dos astros, que desvendam posições com relação a movimentação de constelações, isto tem grande apreço para a comunidade judaica.
Existe um estudo numérico embasado em , que o Dr. Martyn Lloyd-Jones demonstra como profecia e é algo que os judeus gostam muito.
-2624Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade, para fazer cessar a transgressão, para dar fim aos pecados, para expiar a iniqüidade, para trazer a justiça eterna, para selar a visão e a profecia e para ungir o Santo dos Santos. 25Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém, até ao Ungido, ao Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas; as praças e as circunvalações se reedificarão, mas em tempos angustiosos. 26Depois das sessenta e duas semanas, será morto o Ungido e já não estará; e o povo de um príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será num dilúvio, e até ao fim haverá guerra; desolações são determinadas.
Agora observe a explicação do Dr. Martyn
Ora, eis uma profecia muitíssimo vital. E sempre consensual que "semanas', aqui, significam semanas de anos; portanto, é nos mister que haveria essas setenta semanas de anos, significando um total de quatrocentos e noventa anos. Antes de tudo, é nos dito que haverá sete semanas de anos, quarenta e nove anos antes de ser reconstruída a cidade, o que aconteceu com exatidão. Em seguida, que haverá sessenta e duas semanas, que representam aos quatrocentos e trinta e quatro anos, depois da reconstrução da cidade, e então o Messias aparecerá. Façam seus cálculos, e vocês descobrirão que tudo isso coincide com a vinda do Senhor Jesus Cristo. E em seguida é nos dito que haverá um período de uma semana, sete anos, e que na metade do mesmo Ele será eliminado, três anos e meio. Ora, vejam aí, novamente, outra grande profecia, não só apontando para Ele, mas obviamente cumprindo-se claramente nEle.
A seguir, tomem certo número de profecias acerca do Seu nascimento. Primeiramente, somos informados sobre algo em relação ao tempo de Seu aparecimento. O versículo que já citei de Gênesis, capítulo 49, demonstra isso, como o fazem também os versículos de Daniel, capítulo 9. E vocês descobrirão a seguinte profecia do profeta Ageu: "A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor" (), referindo-se ao fato de que Ele não apareceu na primeira casa, entretanto apareceria nesta última. E em seguida temos uma afirmação muitíssimo vital em , onde o profeta diz: "Eis que eu envio o meu anjo, que preparará o caminho diante de mim: e de repente virá ao seu templo o Senhor, a quem vós buscais, o anjo do concerto, a quem vós desejais; eis que vem, diz o Senhor Isso é muito importante, e farei a ele nova dos Exércitos." Referência mais adiante. Além do mais, vocês devem estar lembrados de que em temos uma profecia exata em referência ao lugar de Seu nascimento — que seria em Belém. Somos informados também que Ele seria da tribo de Judá, e da casa e família de Davi — leiam ,, e encontrarão aí tal afirmação.[9]
CONCLUSÃO
APLICAÇÃO

13Tendo eles partido, eis que apareceu um anjo do Senhor a José, em sonho, e disse: Dispõe-te, toma o menino e sua mãe, foge para o Egito e permanece lá até que eu te avise; porque Herodes há de procurar o menino para o matar. 14Dispondo-se ele, tomou de noite o menino e sua mãe e partiu para o Egito; 15e lá ficou até à morte de Herodes, para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor, por intermédio do profeta: Do Egito chamei o meu Filho. 16Vendo-se iludido pelos magos, enfureceu-se Herodes grandemente e mandou matar todos os meninos de Belém e de todos os seus arredores, de dois anos para baixo, conforme o tempo do qual com precisão se informara dos magos. 17Então, se cumpriu o que fora dito por intermédio do profeta Jeremias: 18Ouviu-se um clamor em Ramá, pranto, choro e grande lamento; era Raquel chorando por seus filhos e inconsolável porque não mais existem. 19Tendo Herodes morrido, eis que um anjo do Senhor apareceu em sonho a José, no Egito, e disse-lhe: 20Dispõe-te, toma o menino e sua mãe e vai para a terra de Israel; porque já morreram os que atentavam contra a vida do menino. 21Dispôs-se ele, tomou o menino e sua mãe e regressou para a terra de Israel. 22Tendo, porém, ouvido que Arquelau reinava na Judéia em lugar de seu pai Herodes, temeu ir para lá; e, por divina advertência prevenido em sonho, retirou-se para as regiões da Galiléia. 23E foi habitar numa cidade chamada Nazaré, para que se cumprisse o que fora dito por intermédio dos profetas: Ele será chamado Nazareno.
INTRODUÇÃO
PROPOSIÇÃO
CONCLUSÃO
APLICAÇÃO

1Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer. 2Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado. 3Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? 4Como entrou na Casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhes era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? 5Ou não lestes na Lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: 6aqui está quem é maior que o templo. 7Mas, se vós soubésseis o que significa: Misericórdia quero e não holocaustos, não teríeis condenado inocentes. 8Porque o Filho do Homem é senhor do sábado.
INTRODUÇÃO
CONTEXTUALIZAÇÃO
CONTEXTUALIZAÇÃO
TEMA
PROPOSIÇÃO
CONCLUSÃO
APLICAÇÃO
[1] (CARSON, MOO e MORRIS, 1997, p. 68)
[2] (CARSON, MOO e MORRIS, 1997, p. 69)
[3] (HAGNER, 1993)
[4] (CARSON, MOO e MORRIS, 1997, p. 69)
[5] (CARSON, MOO e MORRIS, 1997, p. 91)
[6] (BERKHOF, 2012, p. 305, 317)
[7] (BERKHOF, 2012, p. 305)
[8] (BERKHOF, 2012, p. 305)
[9] (LLOYD-JONES, 1997, p. 319)
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